quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Esqueceram de nós


Um garoto de apenas oito anos é esquecido por sua família na partida para uma viagem e se vê sozinho com dois ladrões que estão tentando invadir a sua casa. Todo final de ano, o filme "Esqueceram de mim" é reprisado na TV aberta.
Diferente da ficção, muitas crianças são esquecidas de verdade pela família, pela sociedade. Num levantamento realizado pelo jornal de Goiás - Correio Braziliense - foi revelado que o número de adolescentes infratores com idade entre 12 e 13 anos triplicou na capital do Brasil entre 2000 e 2006.
A matéria, realizada pelos jornalistas Ana Beatriz Magno e Jose Varella, foi intitulada "Anjos do Ódio" e logo na introdução mostra números que evidenciam como as crianças abandonadas reagem perante a falta de políticas públicas eficientes.
"Eles mataram antes do 16. Venderam do branco e do preto antes dos 15. Sequestraram antes dos 14. assaltaram, furtaram e dormiram atrás das grades antes dos 13. Cheiraram Tinner, fumaram merla, visitaram o pai na prisão, perderam a mãe e a inocência antes dos 12".
Foram 10 garotos e uma garota entrevistados, o primeiro acha que está com 7 anos, viu sangue pela primeira vez aos 3 anos de idade quando sua mãe foi assassinada. O último tem 19 anos, viu seu pai pisotear um crânio de bebê, quase foi morto na prisão e matou um inimigo.
Os dois entrevistados somados a parcela de crianças que vivem em estado de pobreza no Brasil, correspondem a realidade de 27,4 milhões de crianças, segundo relatório da ONU.
Para a situação da infância no Brasil avançar, é preciso que governos, empresários e a sociedade civil assumam sua parcela de responsabilidade e contribuição, pois só assim histórias com final feliz deixarão de ser somente ficção.

Um comentário:

Anônimo disse...

Yumi você começa um texto de uma forma tão leve que uando a gente percebe qual é o assunto até levamos um susto rsrs
Ainda não li essa reportagem completo, fiquei com mais vontade ainda, me empresta? hehe